31 de agosto de 2014

 





UM GRÃO DE AREIA!...
Lá no fundo do oceano, uma ostra abriu bem a sua concha para deixar a água passar através dela. Da água que passava suas guelras extraíam o alimento que a seguir ía para o estômago. De repente, um peixe grande ali perto levantou uma nuvem de areia e lodo com um movimento do seu rabo. Areia?! Oh, como a ostra detestava areia. Era áspera e fazia sua vida muito desagradável e desconfortável, era um grande incómodo sempre que entrava na sua concha. Rapidamente a ostra fechou-se, mas... tarde demais. Um grãozinho duro e saibroso tinha entrado e alojou-se no interior da ostra.
Puxa, como aquele grãozinho de areia incomodava! Mas, quase que imediatamente, as glândulas especiais que Deus lhe havia dado para revestir o interior da sua concha,  começaram a produzir uma substância para cobrir o grão de areia irritante com uma linda camada macia e brilhante. A cada ano que passava, a ostra acrescentava mais camadas sobre o grãozinho de areia, até que por fim havia produzido uma grande e bela pérola, reluzente e de enorme valor!
Às vezes, os problemas que temos  assemelham-se um pouco a esse grãozinho de areia. Eles incomodam- nos  levando-nos por vezes a interrogarmo-nos por que será que temos que passar por esse sofrimento, ou por esse desgosto. Mas se permitirmos, Deus, com a Sua graça, começa a transformar os nossos problemas e fraquezas em algo precioso. Ficamos mais humildes e submissos, mais sábios e mais capacitados para enfrentar as contrariedades. Como bênçãos disfarçadas, Deus pega esses grãozinhos ásperos de areia na nossa vida e  tranforma-os em pérolas preciosas de força e poder, e eles se transformam em esperança e inspiração para muitos.
Deus  faz-nos mais fortes em cada vitória. É mais ou menos como uma vacina: Ele dá-nos  pequenas doses para não contraírmos a doença e para, de uma forma constante e gradual, aumentar nossa resistência. Mas se não formos postos à prova, e nunca tomarmos uma pequena dose, nunca conseguiremos aguentar a dose maior.
Teremos de saber agir no sofrimento,  e,  tal como a Ostra ....transformarmos as dificuldades em preciosidades na nossa evolução.
Lembremo-nos de que uma ostra que não foi ferida.... não produz pérolas!!!
Um beijo em vosso coração.

Bea